Encontros
de Lideranças da Região Pastoral de Farroupilha
Dia:
02 de Julho de 2006
Local: Comunidade São Luiz
Horário: 08:30 horas às
16:30 horas.
Relatório
do encontro de lideranças da Região de
Farroupilha, dia 02 de julho de 2006, na comunidade
Nossa Senhora do Rosário – Bairro São
Luiz
1. Acolhida
2. Oração: realidade da comunidade que
tantas vezes não enxergamos
3. Apresentação das comunidades de cada
paróquia da região pastoral: Sagrado Coração
de Jesus, Jesus Ressuscitado, Santa Cruz, Bom Pastor
Nossa Sra. Caravaggio e São Marcos (não
participaram).
4. Palavra de D. Paulo
5. Reflexão sobre a vida das comunidades cristãs,
com Pe. Jorge Parisotto
Precisamos encontrar
um jeito de organizar: observando, trocando experiências
com o jeito um do outro.
Caminhamos na contra mão da história.
Na sociedade atual, quem quer construir comunidade,
caminha na contra mão. Temos que responder, como
cristãos, à situação de
hoje, que leva a uma situação contrária
à proposta de comunidade. Ex: A juventude precisa
competir para conquistar um lugar. O projeto não
é para a juventude, mas para as pessoas individualmente,
conseguirem uma saída. Todas as coisas fundamentais
para a qualidade de vida (saúde, moradia, educação...)
são colocadas em perspectiva individual.
Como se forma um bairro? Quase todos os bairros nasceram
de um projeto individual. Exemplo: uma pessoa ou família
quer morar em certo local e compra ou constrói
uma casa. Ou quando vai morar num local não é
porque tem ali uma comunidade, mas porque deu no tanto
de dinheiro que tinha para comprar.
Como construir uma comunidade se todos os projetos são
individuais?
Para que procuramos a comunidade? Para partilhar a fé?
Geralmente se vai na comunidade em busca de serviço:
um batizado, casamento ou catequese. Vai porque precisa
e precisa algo individual. Não vai na comunidade
para ajudar. Não vai para buscar algo para nós.
Não cria uma relação com as pessoas,
mas encontra a comunidade no sentido organizativo. Há
um pequeno grupo que gosta da comunidade e faz da comunidade
o ambiente dele, que forma um núcleo comunitário
ali naquele local. Todavia a grande maioria estabelece
uma relação individual com a comunidade.
Precisamos tomar consciência de como é
a nossa comunidade.
Quando se organiza um serviço na comunidade se
estabelece a mesma relação. Por exemplo:
Quanto tempo não se fala mais em diretoria, mas
equipe administrativa. Essa compreensão leva
a uma prática diferente.
Colocamos para dentro da comunidade a mesma coisa que
vive a sociedade. Quem coordena fica com tudo na mão:
manda, determina... Dificuldade de formar outras pessoas,
distribuir tarefas, se deixar substituir. E a tendência
é de que esta pessoa se perpetue. A alegação
é que não se encontram pessoas, que elas
não têm disponibilidade. A atitude de aceitar
esta dificuldade e não tentar um processo descentralizado
é que vai impedir de mudar. “Esse tentar
é que nos cansa”. É mais fácil
a gente fazer do que deixar os outros fazer (‘Quem
quer faz, quem não quer manda’). O processo
do conselho comunitário é mais demorado.
A importância de uma atitude comunitária
que é diferente da sociedade em que “cada
um se vira por conta própria”. Fazer comunidade
ir contra isso.
Será que a nossa comunidade está conseguindo
se organizar de forma diferente? Está conseguindo
colocar outra mentalidade dentro da nossa comunidade?
Para uma equipe administrativa que compete propomos
um Conselho Comunitário. Mas como funciona este
Conselho Comunitário? Que relação
tem aquela pessoa que participa com a comunidade? O
que os catequistas levam para a comunidade, através
das zeladoras, por exemplo? O que ela vai levar da catequese
para o Conselho? O que leva do Conselho para a catequese?
É uma reunião a mais? A vida da comunidade
para dentro e para fora, mostra algo diferente? Há
um processo que se nota? Ou é alguma coisa a
mais que se pendurou e não muda nada?
Podemos colocar dentro da comunidade alguma coisa nova,
mas não mudamos a maneira de fazer, de estabelecer
relações.
Por outro lado nos perguntamos; existe aqui em Farroupilha
alguma organização (prefeitura, judiciário...)
ou igreja que tenha mais comunidades do que nós
da igreja católica? Ou que tenha uma rede de
comunidades como nós? Qual é a organização
que está infiltrada em todos os níveis,
desde a família, como nós?
No entanto o que nós estamos fazendo? O que nós
conseguimos mudar na vida das pessoas? Qual é
a força que tem Jesus Cristo em nós? Nós
apagamos esta força se vivemos com o nome de
“católico”, mas aquilo que é
finalidade da igreja e da fé não funcionam.
Temos lâmpadas em todos os lugares, mas será
que iluminamos? Temos sal em todos os lugares mas será
que damos sabor, fazemos a diferença em algum
lugar? Temos batizados e crismados em muitos lugares,
mas será que estes sacramentos funcionam? Ex:
São Luiz Gonzaga que foi convertido pelo seu
catequista.
Será que não estamos reproduzindo e colocando
dentro das nossas comunidades o mesmo jeito da sociedade?
Qual é a responsabilidade de nossas comunidades?
Se nós, por exemplo, perdemos por um malandro
vendedor de drogas, temos que nos perguntar: se não
temos que mudar nosso jeito, se não temos que
melhorar. Temos muita força, Deus está
dentro de nós, mas nós aprisionamos esta
força que está em nós.
Se temos a maior rede de organização,
por que não temos força? Será que
cada um que está dentro desta organização,
não está com um projeto pessoal? Este
projeto precisa ser construído juntos. Todas
as atividades, serviços, ministérios precisam
conversar, combinar muito.
Aqui entra a proposta das primeiras comunidades dos
Atos dos Apóstolos. Não existe uma fórmula
pronta, mas desde o inícios das primeiras comunidades
temos indicações que deram certo. O que
a Palavra de Deus propõe? Reino de verdade, solidariedade,
fraternidade, justiça, amor e paz.
6. Reflexão
em grupo:
1º) Qual é a missão da comunidade
hoje, dentro dos novos desafios?
2º) Quando surge um problema que afeta toda a comunidade,
como costumamos resolver?
7. Plenário
1)Qual é
a missão da comunidade hoje, dentro dos novos
desafios.
Grupo n1: *Ser
o exemplo;
*Procurar diminuir as desigualdades sociais;
*Criar comunhão de idéias e participação
de vida;
*Partilhar os serviços comunitários;
*Acolher e eswcutar a todos;
*Incentivar a participação;
*Levar o conhecimento às pessoas.
Grupo n3: *Reconhecer
que não estamos valorizando as outras pessoas
que talvez são capacitadas para tal serviço,
acreditando que só a gente sabe fazer;
*Ser exemplo e dizer da alegria de servir;
*Ser acolhedor, compreensivo e perdoar;
*Valorizar a entre-ajuda.
Grupo n4: *Conhecer
a realidade da comunidade (visita às famílias);
*Repensar o jeito de organizar as comunidades-Lideranças
(escolha);
*Oportunizar melhor forma para as Lideranças-espírito
de evangelização;
*Criar ambientes onde todos participam-acolhida- humildade-
divisão de tarefas;
*Momentos de encontro-festa-onde todos possam participar;
*Pensar jeitos para as próximas gerações-jovens;
*Lideranças -dar testemunho no mundo moderno;
*Conhecer às famílias – atual realidade
(todos os sentidos).
Grupo n5: *Evangelização
através de cativar às pessoas;
*Bom acolhimento às pessoas;
*Falta fé devemos tentar incentivar;
*Formação familiar através de resgaste
às famílias;
*Dar mais oportunidades às pessoas e dar acompanhamento;
*A igreja Católica deveria começar a trabalhar
para mudar a cabeça do ser humano.
Grupo n6: *Unir
para trabalhar em grupo;
*Identificar dentro da comunidade os problemas em conjunto,
buscar a solução;
*Romper o nosso individualismo;
*Privilegiar o coletivo.
Grupo n7: *Equipe
tem que estar voltada para a realidade da comunidade;
*Catequese: Levar o conhecimento para os jovens, e a
participação dos pais na catequese, membro
da família ou responsável;
*Ajuda: na comunidade a união, respeito, aceitar
idéias e levar a sério a comunidade e
também motivação nas missas. Ex:
cantos e preces.
Grupo n8: *Buscar
o entendimento;
*Partilhar as tarefas;
*Disponibilidade;
*Fugir do padrão do individualismo;
*Viver a experiência da democracia;
*Exercitar o rompimento do autoritarismo a partir de
casa;
*Pedágio: Rádio Miriam usa dinheiro do
pedágio para sua sustentação. É
sujo (questão polemica);
*Formação, qualificação;
*Ninguém dá o que não tem;
*Viver uma experiência de Jesus Cristo;
*Romper o institucional.
Grupo n9: *Promover
a integração e união da Comunidade;
*Incentivar jovens e adultos a participar (Pastorais,
clube de mães, catequese, etc);
*Acolhida - oportunidade, conhecimento, participação
sem discriminação(raça, cor,idade,
migrantes);
Grupo n10: *Evangelizar
aceitando o diferente;
-vivendo bem o batismo;
-sendo tolerante;
-acolhendo às pessoas;
-incentivando novas lideranças;
-sendo solidários;
-visitando a apoiando os necessitados;
-dando testemunho da fé;
-usando a Bíblia como fonte de inspiração;
-colocando-se a serviço;
-organizando encontros de oração nas famílias.
Grupo n11: *Termos
bastante transparência, união, diálogo,
confiança, cativar novas pessoas para a comunidade
e saber respeitar a cultura de cada um e saber ouvi-los;
*Convidar escolas e associações de moradores
para participarem juntos.
Grupo n12: *Trabalhar
sempre com união, em grupo, com divisão
de tarefas;
*Dar oportunidade para mais pessoas participarem, auxiliando
as mesmas para que aprendam e façam, estando
abertas, também para novas idéias;
*Integrar mais pessoas aos trabalhos;
*Estimular a participação;
*Dar bom exemplo para seguirmos no que é desenvolvido.
Grupo n14: *Evangelização,
acolhimento, participação, solidariedade,
dar bons exemplos, motivar às pessoas e dar oportunidades
a todos sem discriminação.
Grupo: *Acreditar
na PALAVRA DE DEUS, pois quando ela é proclamada,
aceita e vivida produz frutos.
Grupo: *Respeitar
os valores cristãos;
*Ser exemplo;
*Dialogar;
*Participar;
*União;
*Partilha.
Grupo: *Preservar
valores morais;
*testemunhar a Fé;
*Respeitar as diferenças;
*Ser Luz que não perde jamais o brilho, diante
dos problemas.
Grupo:
*Atrair às crianças, os jovens para a
verdadeira missão evangelizadora da comunidade;
Sendo nós testemunho, sendo exemplo. Talvez sejamos
à única Bíblia que muitos vão
ler.
2)Quando surge
um problema que afeta a toda a comunidade, como costumamos
resolver.
Grupo n3: Fazer
valer a caminhada dos Conselhos Comunitários,
acreditando que os Conselhos sejam opção
de Unidade, Fraternidade, Partilha e Perdão.
Grupo n4: Ideal
reunir as lideranças, formar conselhos em todas
as comunidades. Realidade só administrativa -
alguns decidem e avisam.
Grupo n5: Diálogo
sob a luz da Palavra de Deus, Assembléias e Fidelidade
às decisões.
Grupo n6: Identificado
o Problema, é levado ao Conselho ou à
Assembléia;
Encaminhar o Problema aos órgãos competentes.
Grupo n7: Nem
sempre às pessoas são convidadas a participar
das reuniões para resolver os problemas existentes
na comunidade, com todos os integrantes que fazem parte
da suas funções. E quando às pessoas
são convidadas deveriam aceitar a se integrarem
mais na comunidade.
Grupo n8: *Reunir
o Conselho (ouvir ambas as partes);
*Identificar os problemas;
*Comunidade e Comunhão e não Desunião;
*Se excluir na Escola, na catequese a palavra Política.
Grupo n9: *Decisão
em conjunto, convocando as entidades para elaborar o
plano de ação, consenso.
Grupo n10: *Procurar
o Conselho Comunitário, através da Coordenação
de cada serviço, ou indo diretamente no Conselho
e não houver serviço específico.
Grupo n11: *Convidar
a comunidade para a Assembléia e discutir juntos
a solução do problema. Quando às
pessoas não comparecerem buscar atrativos usando
a criatividade de cada comunidade.
Grupo n12: *Dependendo
do problema, descobrir a raiz do mesmo para ser sanado;
*Discutir com o Conselho ou Equipe Administrativa para
resolver o mesmo;
*Não “excluir” promotores de problemas,
mas tentar oferecer novas oportunidades;
*Buscar o bom senso para que todos da comunidade sintam-se
bem e continuem participando;
*Descobrir que tipo de semente somos, junto do grupo
maior e semear o bem, para o progresso da comunidade.
Grupo n14: Muitas
vezes ignoramos, outras vezes apontamos e criticamos,
tentamos promover do dialogo, às vezes excluímos
às pessoas e deixamos para que outras resolvam
o problema.
Grupo: Reunião
de todas as forças vivas da comunidade juntamente
com as pessoas interessadas - o pároco, as autoridades
- na busca da melhor solução.
Grupo: *Saber
quais os problemas;
*Reunião para buscar a solução;
*Avaliar qual a forma de resolver-mudança de
atitude.
Grupo: *Troca
de idéias;
*União com a comunidade;
*Decisão e colocar em prática;
*Tomada de atitude e acompanhamento.
8. Celebração
9. Encerramento
“Comunidade: sinal visível de evangelização”
Relatório do encontro de lideranças da
Região de Farroupilha, dia 02 de julho de 2006,
na comunidade Nossa Senhora do Rosário –
Bairro São Luiz
10. Acolhida
11. Oração: realidade da comunidade que
tantas vezes não enxergamos
12. Apresentação das comunidades de cada
paróquia da região pastoral: Sagrado Coração
de Jesus, Jesus Ressuscitado, Santa Cruz, Bom Pastor
Nossa Sra. Caravaggio e São Marcos (não
participaram).
13. Palavra de D. Paulo
14. Reflexão sobre a vida das comunidades cristãs,
com Pe. Jorge Parisotto
Precisamos encontrar
um jeito de organizar: observando, trocando experiências
com o jeito um do outro.
Caminhamos na contra mão da história.
Na sociedade atual, quem quer construir comunidade,
caminha na contra mão. Temos que responder, como
cristãos, à situação de
hoje, que leva a uma situação contrária
à proposta de comunidade. Ex: A juventude precisa
competir para conquistar um lugar. O projeto não
é para a juventude, mas para as pessoas individualmente,
conseguirem uma saída. Todas as coisas fundamentais
para a qualidade de vida (saúde, moradia, educação...)
são colocadas em perspectiva individual.
Como se forma um bairro? Quase todos os bairros nasceram
de um projeto individual. Exemplo: uma pessoa ou família
quer morar em certo local e compra ou constrói
uma casa. Ou quando vai morar num local não é
porque tem ali uma comunidade, mas porque deu no tanto
de dinheiro que tinha para comprar.
Como construir uma comunidade se todos os projetos são
individuais?
Para que procuramos a comunidade? Para partilhar a fé?
Geralmente se vai na comunidade em busca de serviço:
um batizado, casamento ou catequese. Vai porque precisa
e precisa algo individual. Não vai na comunidade
para ajudar. Não vai para buscar algo para nós.
Não cria uma relação com as pessoas,
mas encontra a comunidade no sentido organizativo. Há
um pequeno grupo que gosta da comunidade e faz da comunidade
o ambiente dele, que forma um núcleo comunitário
ali naquele local. Todavia a grande maioria estabelece
uma relação individual com a comunidade.
Precisamos tomar consciência de como é
a nossa comunidade.
Quando se organiza um serviço na comunidade se
estabelece a mesma relação. Por exemplo:
Quanto tempo não se fala mais em diretoria, mas
equipe administrativa. Essa compreensão leva
a uma prática diferente.
Colocamos para dentro da comunidade a mesma coisa que
vive a sociedade. Quem coordena fica com tudo na mão:
manda, determina... Dificuldade de formar outras pessoas,
distribuir tarefas, se deixar substituir. E a tendência
é de que esta pessoa se perpetue. A alegação
é que não se encontram pessoas, que elas
não têm disponibilidade. A atitude de aceitar
esta dificuldade e não tentar um processo descentralizado
é que vai impedir de mudar. “Esse tentar
é que nos cansa”. É mais fácil
a gente fazer do que deixar os outros fazer (‘Quem
quer faz, quem não quer manda’). O processo
do conselho comunitário é mais demorado.
A importância de uma atitude comunitária
que é diferente da sociedade em que “cada
um se vira por conta própria”. Fazer comunidade
ir contra isso.
Será que a nossa comunidade está conseguindo
se organizar de forma diferente? Está conseguindo
colocar outra mentalidade dentro da nossa comunidade?
Para uma equipe administrativa que compete propomos
um Conselho Comunitário. Mas como funciona este
Conselho Comunitário? Que relação
tem aquela pessoa que participa com a comunidade? O
que os catequistas levam para a comunidade, através
das zeladoras, por exemplo? O que ela vai levar da catequese
para o Conselho? O que leva do Conselho para a catequese?
É uma reunião a mais? A vida da comunidade
para dentro e para fora, mostra algo diferente? Há
um processo que se nota? Ou é alguma coisa a
mais que se pendurou e não muda nada?
Podemos colocar dentro da comunidade alguma coisa nova,
mas não mudamos a maneira de fazer, de estabelecer
relações.
Por outro lado nos perguntamos; existe aqui em Farroupilha
alguma organização (prefeitura, judiciário...)
ou igreja que tenha mais comunidades do que nós
da igreja católica? Ou que tenha uma rede de
comunidades como nós? Qual é a organização
que está infiltrada em todos os níveis,
desde a família, como nós?
No entanto o que nós estamos fazendo? O que nós
conseguimos mudar na vida das pessoas? Qual é
a força que tem Jesus Cristo em nós? Nós
apagamos esta força se vivemos com o nome de
“católico”, mas aquilo que é
finalidade da igreja e da fé não funcionam.
Temos lâmpadas em todos os lugares, mas será
que iluminamos? Temos sal em todos os lugares mas será
que damos sabor, fazemos a diferença em algum
lugar? Temos batizados e crismados em muitos lugares,
mas será que estes sacramentos funcionam? Ex:
São Luiz Gonzaga que foi convertido pelo seu
catequista.
Será que não estamos reproduzindo e colocando
dentro das nossas comunidades o mesmo jeito da sociedade?
Qual é a responsabilidade de nossas comunidades?
Se nós, por exemplo, perdemos por um malandro
vendedor de drogas, temos que nos perguntar: se não
temos que mudar nosso jeito, se não temos que
melhorar. Temos muita força, Deus está
dentro de nós, mas nós aprisionamos esta
força que está em nós.
Se temos a maior rede de organização,
por que não temos força? Será que
cada um que está dentro desta organização,
não está com um projeto pessoal? Este
projeto precisa ser construído juntos. Todas
as atividades, serviços, ministérios precisam
conversar, combinar muito.
Aqui entra a proposta das primeiras comunidades dos
Atos dos Apóstolos. Não existe uma fórmula
pronta, mas desde o inícios das primeiras comunidades
temos indicações que deram certo. O que
a Palavra de Deus propõe? Reino de verdade, solidariedade,
fraternidade, justiça, amor e paz.
15. Reflexão
em grupo:
1º) Qual é a missão da comunidade
hoje, dentro dos novos desafios?
2º) Quando surge um problema que afeta toda a comunidade,
como costumamos resolver?
16. Plenário
1)Qual é
a missão da comunidade hoje, dentro dos novos
desafios.
Grupo n1: *Ser
o exemplo;
*Procurar diminuir as desigualdades sociais;
*Criar comunhão de idéias e participação
de vida;
*Partilhar os serviços comunitários;
*Acolher e eswcutar a todos;
*Incentivar a participação;
*Levar o conhecimento às pessoas.
Grupo n3: *Reconhecer
que não estamos valorizando as outras pessoas
que talvez são capacitadas para tal serviço,
acreditando que só a gente sabe fazer;
*Ser exemplo e dizer da alegria de servir;
*Ser acolhedor, compreensivo e perdoar;
*Valorizar a entre-ajuda.
Grupo n4: *Conhecer
a realidade da comunidade (visita às famílias);
*Repensar o jeito de organizar as comunidades-Lideranças
(escolha);
*Oportunizar melhor forma para as Lideranças-espírito
de evangelização;
*Criar ambientes onde todos participam-acolhida- humildade-
divisão de tarefas;
*Momentos de encontro-festa-onde todos possam participar;
*Pensar jeitos para as próximas gerações-jovens;
*Lideranças -dar testemunho no mundo moderno;
*Conhecer às famílias – atual realidade
(todos os sentidos).
Grupo n5: *Evangelização
através de cativar às pessoas;
*Bom acolhimento às pessoas;
*Falta fé devemos tentar incentivar;
*Formação familiar através de resgaste
às famílias;
*Dar mais oportunidades às pessoas e dar acompanhamento;
*A igreja Católica deveria começar a trabalhar
para mudar a cabeça do ser humano.
Grupo n6: *Unir
para trabalhar em grupo;
*Identificar dentro da comunidade os problemas em conjunto,
buscar a solução;
*Romper o nosso individualismo;
*Privilegiar o coletivo.
Grupo n7: *Equipe
tem que estar voltada para a realidade da comunidade;
*Catequese: Levar o conhecimento para os jovens, e a
participação dos pais na catequese, membro
da família ou responsável;
*Ajuda: na comunidade a união, respeito, aceitar
idéias e levar a sério a comunidade e
também motivação nas missas. Ex:
cantos e preces.
Grupo n8: *Buscar
o entendimento;
*Partilhar as tarefas;
*Disponibilidade;
*Fugir do padrão do individualismo;
*Viver a experiência da democracia;
*Exercitar o rompimento do autoritarismo a partir de
casa;
*Pedágio: Rádio Miriam usa dinheiro do
pedágio para sua sustentação. É
sujo (questão polemica);
*Formação, qualificação;
*Ninguém dá o que não tem;
*Viver uma experiência de Jesus Cristo;
*Romper o institucional.
Grupo n9: *Promover
a integração e união da Comunidade;
*Incentivar jovens e adultos a participar (Pastorais,
clube de mães, catequese, etc);
*Acolhida - oportunidade, conhecimento, participação
sem discriminação(raça, cor,idade,
migrantes);
Grupo n10: *Evangelizar
aceitando o diferente;
-vivendo bem o batismo;
-sendo tolerante;
-acolhendo às pessoas;
-incentivando novas lideranças;
-sendo solidários;
-visitando a apoiando os necessitados;
-dando testemunho da fé;
-usando a Bíblia como fonte de inspiração;
-colocando-se a serviço;
-organizando encontros de oração nas famílias.
Grupo n11: *Termos
bastante transparência, união, diálogo,
confiança, cativar novas pessoas para a comunidade
e saber respeitar a cultura de cada um e saber ouvi-los;
*Convidar escolas e associações de moradores
para participarem juntos.
Grupo n12: *Trabalhar
sempre com união, em grupo, com divisão
de tarefas;
*Dar oportunidade para mais pessoas participarem, auxiliando
as mesmas para que aprendam e façam, estando
abertas, também para novas idéias;
*Integrar mais pessoas aos trabalhos;
*Estimular a participação;
*Dar bom exemplo para seguirmos no que é desenvolvido.
Grupo n14: *Evangelização,
acolhimento, participação, solidariedade,
dar bons exemplos, motivar às pessoas e dar oportunidades
a todos sem discriminação.
Grupo: *Acreditar
na PALAVRA DE DEUS, pois quando ela é proclamada,
aceita e vivida produz frutos.
Grupo: *Respeitar
os valores cristãos;
*Ser exemplo;
*Dialogar;
*Participar;
*União;
*Partilha.
Grupo: *Preservar
valores morais;
*testemunhar a Fé;
*Respeitar as diferenças;
*Ser Luz que não perde jamais o brilho, diante
dos problemas.
Grupo: *Atrair
às crianças, os jovens para a verdadeira
missão evangelizadora da comunidade; Sendo nós
testemunho, sendo exemplo. Talvez sejamos à única
Bíblia que muitos vão ler.
2)Quando surge
um problema que afeta a toda a comunidade, como costumamos
resolver.
Grupo n3: Fazer
valer a caminhada dos Conselhos Comunitários,
acreditando que os Conselhos sejam opção
de Unidade, Fraternidade, Partilha e Perdão.
Grupo n4: Ideal
reunir as lideranças, formar conselhos em todas
as comunidades. Realidade só administrativa -
alguns decidem e avisam.
Grupo n5: Diálogo
sob a luz da Palavra de Deus, Assembléias e Fidelidade
às decisões.
Grupo n6: Identificado
o Problema, é levado ao Conselho ou à
Assembléia;
Encaminhar o Problema aos órgãos competentes.
Grupo n7: Nem
sempre às pessoas são convidadas a participar
das reuniões para resolver os problemas existentes
na comunidade, com todos os integrantes que fazem parte
da suas funções. E quando às pessoas
são convidadas deveriam aceitar a se integrarem
mais na comunidade.
Grupo n8: *Reunir
o Conselho (ouvir ambas as partes);
*Identificar os problemas;
*Comunidade e Comunhão e não Desunião;
*Se excluir na Escola, na catequese a palavra Política.
Grupo n9: *Decisão
em conjunto, convocando as entidades para elaborar o
plano de ação, consenso.
Grupo n10: *Procurar
o Conselho Comunitário, através da Coordenação
de cada serviço, ou indo diretamente no Conselho
e não houver serviço específico.
Grupo n11: *Convidar
a comunidade para a Assembléia e discutir juntos
a solução do problema. Quando às
pessoas não comparecerem buscar atrativos usando
a criatividade de cada comunidade.
Grupo n12: *Dependendo
do problema, descobrir a raiz do mesmo para ser sanado;
*Discutir com o Conselho ou Equipe Administrativa para
resolver o mesmo;
*Não “excluir” promotores de problemas,
mas tentar oferecer novas oportunidades;
*Buscar o bom senso para que todos da comunidade sintam-se
bem e continuem participando;
*Descobrir que tipo de semente somos, junto do grupo
maior e semear o bem, para o progresso da comunidade.
Grupo n14: Muitas
vezes ignoramos, outras vezes apontamos e criticamos,
tentamos promover do dialogo, às vezes excluímos
às pessoas e deixamos para que outras resolvam
o problema.
Grupo: Reunião
de todas as forças vivas da comunidade juntamente
com as pessoas interessadas - o pároco, as autoridades
- na busca da melhor solução.
Grupo: *Saber
quais os problemas;
*Reunião para buscar a solução;
*Avaliar qual a forma de resolver-mudança de
atitude.
Grupo: *Troca
de idéias;
*União com a comunidade;
*Decisão e colocar em prática;
*Tomada de atitude e acompanhamento.
17. Celebração
18. Encerramento
“Comunidade: sinal visível de evangelização”
|