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02/12/2023

Vem, Senhor Jesus!

"É um tempo vivido sob o sinal da vinda do Senhor: da primeira 'vinda histórica', que inaugura o tempo da salvação, e da segunda 'vinda escatológica', que será o cumprimento das promessas de Cristo"

Vem, Senhor Jesus!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Estamos iniciando o tempo do Advento, que é um momento bonito e merece ser vivido com intensidade na vida litúrgica da Igreja, mas também na nossa vida de povo de Deus a caminho da casa do Pai, porque ele nos prepara para a celebração da Festa do Natal.

O Advento é um período de quatro semanas que abre, a cada ano, o ciclo das celebrações do mistério de Cristo, e designa o período que antecede o Natal. O Advento tem uma festa como ponto de referência, da qual traz todo o seu significado: o Natal de Jesus Cristo.

Duas características marcam o tempo do “advento”, ou da vinda do Senhor. Aquela história na carne e aquela final na glória. Nas duas primeiras semanas do Advento, a ação litúrgica é orientada para a vinda gloriosa de Cristo; nas duas últimas, para o nascimento histórico e a encarnação do Verbo, o Filho de Deus.

Portanto, o Advento não é a recordação da longa espera do Messias, por parte do povo hebreu, nem a simples preparação do Natal. É um tempo vivido sob o sinal da vinda do Senhor: da primeira “vinda histórica”, que inaugura o tempo da salvação, e da segunda “vinda escatológica”, que será o cumprimento das promessas de Cristo. 

Entre a primeira e a segunda vinda está a vida da Igreja, que celebra o único mistério de Cristo: Aquele que veio, que vem e que virá. Portanto, podemos dizer que o Advento é um tempo de espera e de esperança, mas também um tempo de escuta e de reflexão, sobre o “reino” de justiça e de paz, inaugurado pelo Messias.

Como Igreja, povo de Deus a caminho da casa do Pai, somos convidados a participar desta preparação espiritual para a Festa do Natal. Nas nossas Igrejas e nas nossas casas, a coroa do Advento, com as quatro velas, marca as quatro semanas que antecedem a chegada do Natal. Nas nossas cidades vemos ruas enfeitadas com milhares de lâmpadas, evocando que o Natal é a Festa da Luz.

Mas também não podemos esquecer que o Natal é uma festa de família. Como é bom podermos celebrar em família, encontrando pessoas que fazem parte da nossa história, que nos viram crescer, nos deram afeto, amor, nos ensinaram as primeiras orações e das quais recebemos a formação inicial da nossa vida.

Este tempo, mesmo se impregnado por um forte apelo comercial, não deveria passar despercebido, nem vivido na indiferença espiritual por aqueles que professam a fé em Jesus Cristo. Por mais abundantes e belas que sejam as luzes que adornam as casas, as praças, e toda a luminosidade que delas emana, se falta dentro de nós a presença do Senhor, o nosso coração corre o risco de ficar mergulhado nas trevas.

Queridos irmãos e irmãs! Vamos nos preparar interiormente e exteriormente para a celebração da Festa do Natal. Acendamos as luzes nas ruas e avenidas, acendamos as luzes da árvore de Natal, acendamos as luzes das nossas casas, mas cuidemos para que a luz da fé em Cristo Jesus não se apague no nosso coração, mas seja reavivada pela Festa do Natal que iremos celebrar.

 

+ Dom José Gislon, OFMCap.
Bispo Diocesano de Caxias do Sul

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