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01/05/2026

São José: operário e pai dedicado!

"Para termos uma sociedade mais justa e fraterna é necessário oferecer oportunidades de trabalho; o trabalho é necessário para manter a família, criar os filhos, garantir aos próprios entes queridos uma vida digna"

São José: operário e pai dedicado!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! O mês de maio iniciou com as comemorações do Dia Internacional do Trabalho, e a Igreja, na sua missão de anunciar o Reino de Deus, tem manifestado a sua preocupação com a dignidade da pessoa humana no mundo do trabalho, através de inúmeros documentos do Magistério.

No Evangelho, Jesus é chamado “o filho do carpinteiro” (Mt 13,55). E na memória litúrgica de São José Operário lembramos que “São José era um carpinteiro que trabalhou honestamente, para garantir o sustento da sua família. Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão, fruto do próprio trabalho” (Papa Francisco, Carta Apostólica Patris Corde).

Tendo presente toda a realidade do mundo do trabalho, quero fazer um tributo a todos aqueles e aquelas que, com o trabalho do dia a dia, colaboram para o desenvolvimento do nosso país. Para termos uma sociedade mais justa e fraterna é necessário oferecer oportunidades de trabalho, mas também primar pelo respeito à dignidade da pessoa, no mundo do trabalho. O trabalho é necessário para manter a família, criar os filhos, garantir aos próprios entes queridos uma vida digna. “De uma pessoa séria, honesta, o que de mais bonito se pode dizer é: É um trabalhador ou, é uma trabalhadora” (Papa Francisco).

Na sua Encíclica Laudato Si, o Papa Francisco propõe uma ecologia integral, que contemple a beleza da terra e a dignidade do trabalho, lembrando que elas existem para estarem juntas, caminham juntas, e que a terra se torna bonita quando trabalhada pelo homem. Quando o trabalho se afasta da aliança de Deus com o homem e a mulher, quando se separam as suas qualidades espirituais, quando é refém só da lógica do lucro e despreza os afetos da vida, a depreciação da alma contamina tudo.

Mesmo nos nossos dias, com todos os avanços tecnológicos, num mundo globalizado, vemos um êxodo continuo de milhões de pessoas que perambulam pela terra em busca de um trabalho e de condições dignas de vida. Mas o trabalho por si só não dará dignidade à pessoa, se não forem respeitados os direitos básicos, que garantem a dignidade humana da pessoa.  O trabalho é sagrado, confere dignidade à pessoa, às famílias e à comunidade, que recebe os benefícios dos impostos gerados pelo trabalho de cada um.

"Que o Senhor, por intercessão de São José Operário, pai na obediência, aumente o nosso dom da fé e nos permita abrir a mente ao seu mistério divino."

 

+ Dom José Gislon, OFMCap.
Bispo Diocesano de Caxias do Sul

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