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03/04/2026

Mais de 8 mil pessoas participam da celebração da Paixão e procissão do encontro do Cristo Morto e Nossa Senhora, em Caxias

Dom José frisou que a Sexta-feira da Paixão é o dia do luto em toda a Igreja, mas que o sentido de vivenciar a morte de Cristo está em sua vitória; ele refletiu sobre a Campanha da Fraternidade 2026 e a violência familiar, sobretudo contra as mulheres

Mais de 8 mil pessoas participam da celebração da Paixão e procissão do encontro do Cristo Morto e Nossa Senhora, em Caxias

As paróquias da área central de Caxias do Sul realizaram a procissão da Sexta-feira da Paixão, neste dia 03 de abril. Fiéis partiram de quatro paróquias da cidade e da Catedral Diocesana. Mais de 8 mil pessoas rezaram no ato que teve o momento marcante do encontro das imagens do Cristo Morto, da Catedral Diocesana Santa Teresa D’Ávila e de Nossa Senhora das Dores, que chegava da Paróquia de Lourdes.

Na Catedral Diocesana, a programação iniciou às 14h, no interior da igreja, com a Celebração da Paixão do Senhor, presidida pelo bispo diocesano, Dom José Gislon. O bispo e os padres se prostraram ao chão em sinal de profunda reverência ao Cristo que entregou a vida pela salvação da humanidade. Logo depois, na Liturgia da Palavra, foram refletidas leituras do Antigo e do Novo Testamento, além da meditação do Salmo 30 (31), seguida da proclamação da Paixão, conforme o Evangelho de João.

A desvelação e o beijo da Cruz também marcaram a celebração da Paixão, que contou com a prece universal, que consiste em diversas invocações ao Senhor para que olhe pela humanidade, por todos os povos, pelos que creem, pelos que não creem, pelos povos que estão em guerra, pelos governantes, dentre outros.  Após a distribuição da Eucaristia, teve início a procissão com o Cristo Morto.

Os fiéis que estavam na Catedral se encontraram com grupo que chegava da Paróquia São Pelegrino, com as demais paróquias da área pastoral. Na sequência, pela rua Doutor Montaury, encontraram a procissão que vinha das Paróquias São Leonardo Murialdo e São Pio X, com o banner da Campanha da Fraternidade 2026 e, juntos, seguiram  pela avenida Júlio de Castilhos até a rua Do Guia Lopes.

Às 13h45min também iniciou a Celebração da Paixão do Senhor na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e às 14h, na comunidade Cristo Redendor da Paróquia Santos Apóstolos. Às 15h, ocorreu a saída da procissão de Lourdes, com a imagem de Nossa Senhora das Dores. Na esquina das ruas Os Dezoito do Forte e Pedro Tomasi, encontrou o grupo que vinha da igreja Cristo Redentor, com a cruz.

No entroncamento da rua Do Guia Lopes com a rua Sinimbu, os grupos realizaram o encontro das imagens de Nossa Senhora das Dores e do Cristo Morto. Após esse momento, todos, juntos, seguiram até a Catedral Diocesana, pela rua Sinimbu, para ouvirem a homilia de Dom José Gislon e a Oração sobre o Povo, em frente à Praça Dante Alighieri.

Em sua homilia, Dom José frisou que a Sexta-feira da Paixão é o dia do luto em toda a Igreja, mas que o sentido de vivenciar a morte de Cristo está em sua vitória. “Não existe momento e não existe situação onde não entra a cruz, que liberta e salva. Na cruz, temos a manifestação de quem é Jesus. É no rosto desfigurado de Jesus na cruz, que Deus revela à humanidade o seu amor e sua misericórdia de Pai. Diante do crucificado, devemos olhar de frente a nossa cruz, iluminada por aquela de Jesus. Queremos pedir ao Senhor crucificado que suba em nossa cruz e nos dê de beber a água do seu Espírito”, recordou.

O bispo também fez referência à reflexão da Campanha da Fraternidade 2026: "Fraternidade e Moradia", bem como a violência que fere e mata. "O que está acontecendo? Ele, o Cristo, está plenamente ao lado da humanidade sedenta de paz, mas ferida pela violência provocada pelas guerras grandes e pequenas, aquelas que acontecem longe da nossa realidade, mas também por aquelas que nascem e são alimentadas pelo ódio no nosso coração e ferem de morte a família e a comunidade. O nosso estado do Rio Grande do Sul tem o maior índice de feminicídios da Região Sul do Brasil. É uma forma de violência que, além de tirar a vida de uma mulher, destrói a família, gera órfãos e fere a comunidade que, de certa forma, se sente impotente diante da violência que acontece no ambiente familiar. O que está acontecendo com nossas famílias? A casa deveria ser um porto seguro e sagrado, direito de toda a família. Viver de forma digna é um direito de todos. Não se pode viver dignamente o sagrado dom da vida numa casa, numa família ou numa sociedade onde ela é continuamente ameaçada pela violência", apontou. 

Logo depois, com as mãos estendidas, Dom José proferiu Oração sobre o Povo, concluída com a entrada das imagens do Cristo Morto e de Nossa Senhora das Dores para o interior da Catedral, para que os fiéis pudessem realizar o beijo.

Em diversas paróquias de toda a Diocese aconteceram procissões com a imagem de Jesus Morto. Na cidade de Bento Gonçalves, as paróquias Santo Antônio e Cristo Rei também realizaram a procissão do encontro entre o Cristo Morto e Nossa Senhora das Dores, mesma atividade realizada no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha.

Na Catedral Diocesana, a Missa da Vigília Pascal será neste Sábado Santo, dia 04 de abril, às 19h, presidida por Dom José Gislon, com a bênção da água e do fogo novo. No Domingo de Páscoa, as Missas serão celebradas às 09h, 11h e 19h.

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